Período Greco-Romano

( 332 a.C. - 395 d.C.)

Alexandre Magno (mosaico em Pompeia)
Alexandre Magno (mosaico em Pompeia)

No ano de 332 a.C., um dos maiores conquistadores de sempre, Alexandre Magno da Macedónia, que tinha sido educado por Aristóteles, entra no Egipto e domina o país sem resistência. Os Macedónios foram aceites como a melhor alternativa à opressão dos Persas. Durante a sua estada, Alexandre manda construir a cidade de Alexandria no ano 331, oferece sacrifícios aos deuses egípcios e consulta o oráculo de Amon no Oásis de Siwa.
   Pouco antes de atingir os 33 anos de idade, morre em 323 a.C. e o seu vasto império macedónico é dividido pelos altos cargos militares, num regime chamado de satrapia. O Egipto coube assim a Ptolomeu, filho de Lagus, um dos generais de Alexandre.

Começa assim a dinastia ptolomaica, que se mantém firme no poder graças a casamentos incestuosos entre os vários familiares nobres, com vista a perpetuar a sua soberania intocável. Durante os 250 anos seguintes o Egipto é assim fortemente influenciado pela cultura grega, com transações comerciais cada vez mais intensas com a Grécia, mas sempre governado como um país separado, com os seus próprios interesses, mesmo que não fossem os da população local.
    A partir do século II a.C. começa uma época de declínio na economia, de lutas políticas e conspirações na família reinante. No decorrer do século I os governos continuam cada vez mais fracos, com a crescente sombra de Roma, que condenou a independência do Egipto em 30 a.C.
    Sob o domínio romano existe um aumento inicial de prosperidade, e o imperador Adriano (117-138 a.C.) chega mesmo a levar o Egipto em bastante consideração, mas no fundo este nunca gozou sequer de alguma autonomia local, sendo o país considerado apenas uma fonte de riqueza para o governo de Roma.

Pavilhão de Trajano na Ilha de Philae em 1972
Pavilhão de Trajano na Ilha de Philae em 1972

Mas quem ditou o fim da cultura tradicional egícia foi o Cristianismo, cujo êxito se deveu em larga medida ao facto de não ser romano, constituindo assim um símbolo da luta contra a opressão de Roma. O fim da história egípcia antiga acontece em 395, data da separação final do Império Romano, por essa altura já fortemente cristão, em Império Romano do Oriente (bizantino) e do Ocidente, pertencendo o Egipto ao Oriente. Os antigos templos são considerados objecto de paganismo, e são vandalizados; os deuses são apagados das inscrições monumentais. A cultura criada pelos faraós do Egipto desintegra-se por volta desta altura. Os últimos hieróglifos conhecidos são escritos no ano 394, no templo da Ilha de Philae no sul do Egipto, um dos últimos redutos da civilização e religião egípcias.

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