Ahmose (1550-1525), sucessor de Kamose e primeiro rei da 18.ª dinastia, expulsou os Hicsos finalmente, por volta de 1532. Depois de algumas incursões na Núbia e Palestina, Amósis deixou o estado unificado e a economia mais desenvolvida. O território estendia-se desde o sul da 2.ª catarata até algures na Palestina. O filho, Amenhotep I (1525-1504), como não deixou herdeiros varões, casou uma sua filha com aquele que foi o seu sucessor, Tutmosis I (1504-1492). Os feitos militares deste faraó foram extraordinários. Lutou contra o reino dos Mittani na Síria, chegando até ao rio Eufrates, no actual Iraque. No sul, chegou até montante da 4.ª catarata do Nilo. Enquanto que a Síria e Palestina pagavam tributo mas tinham uma certa autoridade, a Núbia era um território colonial sem qualquer poder.
A Tutmosis II (1492-1479), cujo
reinado deixou poucos vestígios, sucedeu o jovem filho de
uma das esposas secundárias, Tutmosis III
(1479-1425), tendo Hatshepsut, viúva de Tutmosis
II, tido, a princípio, o cargo de regente. No sétimo
ano de reinado de Tutmosis III, Hatshepsut proclamou-se
«rei» feminino (na ideologia egípcia não
havia lugar para uma rainha reinante) e governou como parceira e
personalidade dominante até à sua morte, por volta do
ano 22, numa co-regência com o sobrinho. Logo após a
morte de Hatsheput, Tutmosis III lançou uma longa
série de campanhas militares no Próximo Oriente:
lutou contra os Mittani na Síria e reconquistou
territórios recentemente perdidos na Palestina. Além
disso, chegou a estabelecer na Núbia uma capital provincial
em Napata, perto da 4.ª catarata.
Nos últimos anos de seu reinado,
Tutmosis III tomou para co-regente o seu filho Amenhotep II
(1427-1400). Este faraó estabeleceu contactos
diplomáticos com as principais potências da
época, os Hititas, os Mittani, e a
Babilónia, de quem chegou a receber presentes.

Na planície de Tell el-Amarna, Amenhotep IV (1352-1336) fundou a sua nova cidade, Akhetaton, capital efémera do Egipto que durou apenas uns 15 anos. Foi o centro da nova religião monoteísta que pretendia implantar, o culto do disco solar - Aton. Essa tarefa deve ter contado com poder militar pois os outros deuses foram perseguidos e templos fechados.
Akhenaton teve seis filhas e nenhum filho da sua principal esposa, Nefertiti. É portanto provável que o seu sucessor, Tutankhaton, fosse filho de uma esposa secundária, Kiya. Após a morte de Akhenaton, o poder deve ter estado durante um breve período nas mãos de Nefertiti, com o novo título real de Smenkhare. Sucedeu-lhe então Tutankhamon (1336-1327), rapaz de cerca de sete anos. O jovem faraó ficou encarregue de abandonar a nova religião, facto bem patente no seu nome de trono que restabelece o poder de Amon, apagando o nome de nascimento, Tutankhaton. Mandou restaurar os templos do Egipto, mas só mais tarde é que a religião de Atón seria completamente excluída e perseguida.
Enquanto Tutankhamon reinava, o poder era exercido por Aya e pelo general Horemhab. Eles tomaram o trono efectivamente mais tarde, Aya (1327-1323) por um breve período, e Horemheb (1323-1295) por um pouco mais de tempo. Este último desmantelou os templos de Akhenaton em Karnak e construiu ele próprio bastante nesse local.
Video sobre o Templo de Karnak, em Luxor (duração 2:30)
Sety I (1294-1279), segundo faraó da 19.ª dinastia, continuou o trabalho iniciado por Horemheb de restaurar e reparar inúmeros monumentos, perseguindo a memória de Akhenaton e retirando o nome deste e dos três faraós sucessores, do registo oficial. Também reconquistou temporariamente aos Hititas algumas possessões que o Egipto tinha perdido na Síria.

Quando subiu ao trono o seu filho,
Rameses II (1279-1213), este herdou os problemas do pai na
Síria. Após um êxito no ano 4, defrontou o
exército Hitita no ano 5, numa batalha de resultado
indeciso, em Qadesh, que Rameses apresentou como uma grande
vitória e registou em muitos relevos de templos. Depois de
mais alguns combates, fez-se um tratado de paz no ano 21, paz essa
que duraria mais de 50 anos.
Rameses II construiu mais edifícios e foram-lhe
erigidos mais estátuas colossais do que a qualquer outro
faraó. Mandou até esculpir o seu nome e
representar-se em muitos monumentos mais antigos. Transferiu
também a capital para um novo local no delta,
Per-Rameses («Domínio dos
Raméssidas»).
O 13.º filho de Rameses II,
Merneptah (1213-1203) herdou os problemas do pai na
Síria, e teve de enfrentar agressões estrangeiras dos
Líbios e de tribos mediterrânicas - os chamados
Povos do Mar.
Reinaram ainda 9 faraós com Rameses no
título real de 1186 a 1069 a.C., tendo preenchido
praticamente toda a 21.ª dinastia. O seu poder era fraco, de
modo que no final desta dinastia o Egipto já tinha perdido
controlo sobre a Palestina e a Núbia. Os cargos religiosos
tinham se tornado hereditários, e os sumos-sacerdotes de
Amon tinham adquirido uma enorme força governativa, que iria
dividir o país novamente e marcar o período seguinte.